Primeira parte: Os elementos ou o perpétuo pré-mundo
Introdução: Da possibilidade de conhecer o todo
- Da morte
- "A morte, o temor da morte, aciona todo o conhecimento do Todo"
- A filosofia do Todo
- Hegel
- Kierkegaard
- Filosofia nova
- Schopenhauer
- Nietzsche
- O homem
- A metaética
- O mundo
- A metalógica
- Deus
- A metafísica
- Matemática e signo
- A origem
Resumo detalhado
Aqui está uma lista dos principais tópicos por seções do texto, traduzidos para o português brasileiro:
1. Concernente à Morte
- A origem de todo conhecimento no medo da morte.
- A tentativa da filosofia de negar o medo da morte através da dicotomia corpo/alma.
- A rejeição humana à recomendação filosófica da morte; o desejo de permanecer e viver.
- O suicídio como distinção humana e critério de desengajamento do natural.
- A crítica à filosofia por tecer uma névoa de ideias (o "Todo") sobre o terreno, negando a realidade singular da morte.
- A morte como um "Algo" inapelável, e não como "Nada".
2. A Filosofia do Todo
- A liberdade aparente de pressupostos da filosofia ao transformar a morte em "Nada".
- A filosofia tapa os ouvidos ao clamor da humanidade aterrorizada.
- A realidade da morte (o "Nada" que é "Algo") desmente a ideia filosófica do conhecimento universal do "Todo".
- A filosofia como pressuposição totalizante que silencia outras inquirições.
- O segredo milenar: a morte como musa da filosofia (Musaget).
3. HEGEL
- A autoconclusão do conhecimento do "Todo" no sistema hegeliano.
- A aparente reconciliação entre conhecimento e revelação (fé).
- A filosofia como cumprimento da promessa da revelação.
4. KIERKEGAARD
- A contestação da integração hegeliana a partir de um ponto de apoio arquimediano exterior: a consciência individual do pecado e da redenção.
- A singularidade do indivíduo (com nome e sobrenome) contra o "Todo" universal.
5. A NOVA FILOSOFIA
- O ataque ao cerne da filosofia a partir de Schopenhauer e Nietzsche.
- A mudança da questão do "ser" da mundo para o "valor" do mundo para o homem.
6. SCHOPENHAUER
- O primeiro a questionar o valor do mundo para o homem, não sua essência.
- O homem concreto, Arthur Schopenhauer, como ponto de partida do sistema.
- O singular e o "próprio" opondo-se à totalidade.
7. NIETZSCHE
- O filósofo como unidade de alma e mente, homem e pensador.
- A vida trágica de Nietzsche como realização da nova filosofia, não apenas seus conceitos.
- A imagem desafiadora da vassalagem incondicional da alma à mente.
8. O Homem
- O homem singular torna-se senhor de sua própria filosofia.
- O filósofo deixa de ser uma quantidade negligenciável para sua filosofia.
- O indivíduo, em sua singularidade, sai do "Todo" da filosofia.
9. METAÉTICA
- A incapacidade da ética tradicional de capturar o homem singular, que sempre se dissolve no "Todo".
- A contraposição entre uma visão de vida (Lebensanschauung) e uma visão de mundo (Weltanschauung).
- As questões centradas na vida são designadas como metaéticas: a lei é dada ao homem, não o homem à lei.
10. O Mundo
- O "Todo" é destronado pela rebelião da unidade autocontida e singular.
- A totalidade do mundo repousa na pressuposição da sua concebilidade.
- A unidade da razão (logos) estabelece a unidade do mundo como totalidade.
- A negação da totalidade implica a negação da unidade da razão.
11. METALÓGICA
- A não identidade entre ser e razão mostra-se na própria razão.
- A razão tem uma multiplicidade interna, e sua unidade fica fora do cosmos que ela ajuda a constituir.
- O mundo não é alógico, mas metalógico: a lógica é um componente essencial dentro do mundo, não sua forma totalizante externa.
- A verdade, para o mundo, não é lei, mas conteúdo que é preservado.
- O mundo é entendido como uma criatura.
12. Deus
- A retirada da unidade do "Todo" abre espaço para Deus fora do mundo.
- O homem metaético é o fermento que faz o cosmos desmoronar no mundo metalógico e no Deus metafísico.
13. METAFÍSICA
- O conceito metafísico de Deus: Deus tem uma natureza própria, uma essência existencial independente.
- Crítica à prova ontológica (que deriva a existência da essência).
- A existência de Deus deve ser anterior à identidade entre ser e razão.
- A liberdade divina é o que completa e vivifica a natureza de Deus.
- O ateísmo de Nietzsche como uma negação pessoal e um enfrentamento com o Deus vivo, movido pela inveja de sua liberdade.
14. Matemática e Símbolos
- Os três "Nadas" da crítica de Kant (Deus, Mundo, Homem) são restaurados como objetos "irracionais".
- O método do "meta" serve para delimitar preliminarmente esses conceitos.
- A matemática como ciência-guia para derivar um "Algo" (Aught) de um "Nada" (Nought) específico.
- O diferencial (Cohen) combina as características do Nada e do Algo, mostrando a origem do real.
- O Nada do conhecimento não é único, mas triplo (Deus, Mundo, Homem), prometendo uma nova definibilidade.