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id da página: 8198 Rosenzweig – Estrela da Redenção – Da possibilidade de conhecer o todo

Possibilidade Conhecer Todo

Franz Rosenzweig — Estrela da Redenção

Primeira parte: Os elementos ou o perpétuo pré-mundo

Introdução: Da possibilidade de conhecer o todo

  • Da morte
    • "A morte, o temor da morte, aciona todo o conhecimento do Todo"
  • A filosofia do Todo
    • Hegel
    • Kierkegaard
    • Filosofia nova
    • Schopenhauer
    • Nietzsche
  • O homem
    • A metaética
  • O mundo
    • A metalógica
  • Deus
    • A metafísica
  • Matemática e signo
    • A origem

Resumo detalhado

Aqui está uma lista dos principais tópicos por seções do texto, traduzidos para o português brasileiro:

1. Concernente à Morte

  • A origem de todo conhecimento no medo da morte.
  • A tentativa da filosofia de negar o medo da morte através da dicotomia corpo/alma.
  • A rejeição humana à recomendação filosófica da morte; o desejo de permanecer e viver.
  • O suicídio como distinção humana e critério de desengajamento do natural.
  • A crítica à filosofia por tecer uma névoa de ideias (o "Todo") sobre o terreno, negando a realidade singular da morte.
  • A morte como um "Algo" inapelável, e não como "Nada".

2. A Filosofia do Todo

  • A liberdade aparente de pressupostos da filosofia ao transformar a morte em "Nada".
  • A filosofia tapa os ouvidos ao clamor da humanidade aterrorizada.
  • A realidade da morte (o "Nada" que é "Algo") desmente a ideia filosófica do conhecimento universal do "Todo".
  • A filosofia como pressuposição totalizante que silencia outras inquirições.
  • O segredo milenar: a morte como musa da filosofia (Musaget).

3. HEGEL

  • A autoconclusão do conhecimento do "Todo" no sistema hegeliano.
  • A aparente reconciliação entre conhecimento e revelação (fé).
  • A filosofia como cumprimento da promessa da revelação.

4. KIERKEGAARD

  • A contestação da integração hegeliana a partir de um ponto de apoio arquimediano exterior: a consciência individual do pecado e da redenção.
  • A singularidade do indivíduo (com nome e sobrenome) contra o "Todo" universal.

5. A NOVA FILOSOFIA

  • O ataque ao cerne da filosofia a partir de Schopenhauer e Nietzsche.
  • A mudança da questão do "ser" da mundo para o "valor" do mundo para o homem.

6. SCHOPENHAUER

  • O primeiro a questionar o valor do mundo para o homem, não sua essência.
  • O homem concreto, Arthur Schopenhauer, como ponto de partida do sistema.
  • O singular e o "próprio" opondo-se à totalidade.

7. NIETZSCHE

  • O filósofo como unidade de alma e mente, homem e pensador.
  • A vida trágica de Nietzsche como realização da nova filosofia, não apenas seus conceitos.
  • A imagem desafiadora da vassalagem incondicional da alma à mente.

8. O Homem

  • O homem singular torna-se senhor de sua própria filosofia.
  • O filósofo deixa de ser uma quantidade negligenciável para sua filosofia.
  • O indivíduo, em sua singularidade, sai do "Todo" da filosofia.

9. METAÉTICA

  • A incapacidade da ética tradicional de capturar o homem singular, que sempre se dissolve no "Todo".
  • A contraposição entre uma visão de vida (Lebensanschauung) e uma visão de mundo (Weltanschauung).
  • As questões centradas na vida são designadas como metaéticas: a lei é dada ao homem, não o homem à lei.

10. O Mundo

  • O "Todo" é destronado pela rebelião da unidade autocontida e singular.
  • A totalidade do mundo repousa na pressuposição da sua concebilidade.
  • A unidade da razão (logos) estabelece a unidade do mundo como totalidade.
  • A negação da totalidade implica a negação da unidade da razão.

11. METALÓGICA

  • A não identidade entre ser e razão mostra-se na própria razão.
  • A razão tem uma multiplicidade interna, e sua unidade fica fora do cosmos que ela ajuda a constituir.
  • O mundo não é alógico, mas metalógico: a lógica é um componente essencial dentro do mundo, não sua forma totalizante externa.
  • A verdade, para o mundo, não é lei, mas conteúdo que é preservado.
  • O mundo é entendido como uma criatura.

12. Deus

  • A retirada da unidade do "Todo" abre espaço para Deus fora do mundo.
  • O homem metaético é o fermento que faz o cosmos desmoronar no mundo metalógico e no Deus metafísico.

13. METAFÍSICA

  • O conceito metafísico de Deus: Deus tem uma natureza própria, uma essência existencial independente.
  • Crítica à prova ontológica (que deriva a existência da essência).
  • A existência de Deus deve ser anterior à identidade entre ser e razão.
  • A liberdade divina é o que completa e vivifica a natureza de Deus.
  • O ateísmo de Nietzsche como uma negação pessoal e um enfrentamento com o Deus vivo, movido pela inveja de sua liberdade.

14. Matemática e Símbolos

  • Os três "Nadas" da crítica de Kant (Deus, Mundo, Homem) são restaurados como objetos "irracionais".
  • O método do "meta" serve para delimitar preliminarmente esses conceitos.
  • A matemática como ciência-guia para derivar um "Algo" (Aught) de um "Nada" (Nought) específico.
  • O diferencial (Cohen) combina as características do Nada e do Algo, mostrando a origem do real.
  • O Nada do conhecimento não é único, mas triplo (Deus, Mundo, Homem), prometendo uma nova definibilidade.